Trump autoproclamou-se um
“génio muito equilibrado”. Génio, pois. Pois!
Foi “blague”?
O Dicionário Eletrônico
Houaiss de Língua Portuguesa
regista que “blague” é “observação ou relato que diverte, faz rir ou mostra senso de humor; piada, pilhéria, graça.”
“Blague” trumpista? Impossível.
É que,
para divertir, fazer rir ou mostrar senso de humor, é necessário ser inteligente.
Ora Trump
– o génio – não sabe da existência de Os
Lusíadas, onde podemos ler pela pena de Luís Vaz de Camões da boca de Vasco da Gama:
That one praise others' exploits and renown
is honour' d custom which we all desire ;
. yet fear I 'tis unfit to praise mine own ;
lest praise, like this suspect, no trust inspire
O original diz (no Canto III, estrofe 4):
“Que
outrem possa louvar esforço alheio,
Cousa é que
se costuma e se deseja;
Mas louvar os meus próprios, arreceio
Que louvor tão suspeito mal me esteja;”
NB – Trump não
percebe a tradução inglesa; por isso lhe acrescentei o original em Língua de Camões, para ele
tentar perceber que “arreceio
Que louvor tão suspeito mal LHE esteja.
“Blague” trumpista? Impossível.
É que,
para divertir, fazer rir ou mostrar senso de humor, é necessário ser inteligente.
2-Pelo sim
pelo não: não recorri à Antiguidade. Vou recorrer. Em Língua dos Romanos já se dizia “Laus in ore proprio villescit” isto é, ELOGIO EM BOCA PRÓPRIA É VITUPÉRIO”. É necessário ser inteligente para divertir, fazer rir ou mostrar senso de humor.
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Já agora, eis aqui uma indicação de leitura: