quarta-feira, 19 de abril de 2006





"Só dois mil...!"













Claro que Saddam Hussein é um bandido indesculpável.

Segundo os dados publicados na Comunicação Social, em Outubro já tinham falecido mais de dois mil soldados americanos no Iraque.
A 02.04.06 já eram 2 333: "Selon un décompte de l'AFP basé sur les chiffres du Pentagone, au moins 2 333 soldats américains et personnels assimilés sont morts en Irak depuis l'invasion, en mars 2003. - (Avec AFP)" em LEMONDE.FR 02.04.06 11h37.

Civis iraquianos inocentes (como crianças, doentes, acamados, etc) já são às dezenas de milhar os mortos pelos tiros das balas e bombas militares, e não só.
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Dezembro de 2005 - Dialogo entre MF e NJ:
NJ: Já toda a gente, até o presidente do país invasor (sr.Arbusto), reconheceu que no Iraque não havia as armas (ADM) que pretextaram a supracitada invasão. Só tu continuas a afirmar que existiram e existem. Seria teu dever fornecer essa informação à agência.
Quantos já morreram ou foram executados?
MF: Só dois mil...!
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Abril 19, 2006



Um dos 10 Mandamentos da Lei de Deus, que os católicos e os que publicamente se auto-denominam católicos e praticantes (de missa e recepção da hóstia dominicais), ordena "Não Matarás".

João Paulo II, na altura própria, condenou a 2ª (como já a 1ª) guerra do Iraque onde o "Não Matarás" perde/perdeu significado, porque ali dezenas de milhares de civis inocentes foram/são assassinados diariamente.

Governos e políticos, dos acima mencionados auto-denominados católicos e praticantes (de missa e recepção da hóstia dominicais), aprovaram a citada guerra onde dezenas de milhares de civis inocentes foram/são assassinados diariamente.

Auto-denominar-se católicos e praticantes (de missa e recepção da hóstia dominicais) é só isso: auto-denominar-se católicos e praticantes (de missa e recepção da hóstia dominicais) - que aprovaram o assassinato diário de dezenas de milhares de civis inocentes.

Saddam Hussein foi/é execrável execrando abominável merece ser abominado detestável horrendo horroroso hórrido horrífico tremendo medonho torpe cruel teve/tem prazer em fazer mal bárbaro sanguinário atroz ferino feroz de natureza de fera perverso violento bárbaro desumano sanguinário ordenou o assassinato diário de dezenas de milhares de civis inocentes.

Que coincidência!
Abril 19, 2006

terça-feira, 18 de abril de 2006


"Le processus politique irakien tourne à la farce. Initialement prévue lundi 17 avril, la première séance de travail du nouveau Parlement a été reportée à une date non précisée" (Mouna Naïm,LE MONDE 17.04.06 13h20 -http://www.lemonde.fr).

A elevada participação de votantes nas eleições iraquianas - que pulverizou todas as votações na democrática Europa - foi uma bofetada com luva branca nos pessimistas de todas as cores (José António Saraiva, Expresso 31 Janeiro 2005 ).

Aquelas eleições foram em Dezembro de 2005. A primeira sessão do Parlamento ainda se não realizou - ainda não há Governo. - A farsa é evidente - e pertinente!

Afinal " En Irak, c'est pire que du temps de Saddam", accuse Iyad Allaoui, - "Ils font la même chose qu'à l'époque de Saddam Hussein, et pire encore", a déclaré, dans un entretien à l'hebdomadaire britannique The Observer, l'ex-premier ministre irakien Iyad Allaoui, à propos du respect des droits de l'homme. (LE MONDE 28.11.05 15h31 • Mis à jour le 29.11.05 18h28) -

É pior que no tempo de Saddam , fazem a mesma coisa que no tempo de Saddam Hussein, e ainda pior.

Claro, óbvio que Saddam não tem desculpas de nenhum tipo e deve ser condenado pelos crimes que cometeu.

Mas... e os direitos humanos dos Iraquianos civis inocentes?

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Desculpem, comparticipações?

Acabo de ouvir nas notícias que os médicos são da opinião que os medicamentos para curas tabágicas devem ser comparticipados. E aqui entra a minha indignação: mas q raio de país é este? As agulhas para os toxicodependentes são de graça? E agora ainda vamos ter de pagar as curas anti-tabágicas dos ex-fumadores?

Vamos lá a ver se nos entendemos: os outros tratam de arranjar os vícios e mantêm-nos até quererem que depois, nós os contribuintes (que no meu caso, por exemplo, nunca fumaram e nunca se drogaram) é que temos de pagar a factura da cura dessas pessoas? ACHO MAL! ESTÁ ERRADO! Quem tem dinheiro para os vícios também têm de ter dinheiro para a cura do dito. Se deixam de consumir então transfiram esse dinheiro para a cura. Mas penso que as minhas lições de economia doméstica são desnecessárias.

E porque é que os medicamentos dos diabéticos não são comparticipados? Porque raio é que estas pessoas que são portadoras de uma doença a sério têm de pagar os seus medicamentos na totalidade?

Mais uma vez se prova que vivemos num país onde o desperdício impera e os interesses são reis e senhores! E de que maneira!!!
Muito provavelmente não é do interesse das farmacêuticas que os medicamentos para diabéticos sejam comparticipados, daí que os tratamentos sejam pagos e bem pagos. É UMA VERGONHA VERGONHOSA, passo a redundância!

Saudações virtuais


L’enfer, c’est les autres (Sartre dixit) - o inferno são os outros. Mas quem são os outros? Tu és o outro para mim e eu sou o outro para ti - vós sois os outros para nós e nós somos os outros para vós. Logo, quem é o inferno de quem? Nós somos o nosso inferno - e este nós engloba o vós. (Bem mais pertinente seria que paraíso ficasse no lugar de inferno.) Olha à tua volta e que é que vês? Guerras por todo o lado, na tua rua, no teu bairro, na tua freguesia, no teu concelho, na tua, na nossa cidade, no emprego, na escola,no recreio - no planeta. E o fim desse inferno está nas tuas e nas minhas mãos - NO TEU E NO MEU CÉREBROS:


Que é agora Avenida da Liberdade - desde quando?


Flores!

segunda-feira, 3 de abril de 2006




A vida não é uma guerra. É uma luta com uma sucessão de batalhas. Vencemos umas e perdemos outras.
Não é uma guerra, porque não temos 1(um) inimigo a combater. Hipoteticamente, 1 inimigo só poderia ser a morte. Até hoje, esta tem sempre vencido. A haver uma excepção, esta somente existe para os crentes em Jesus de Nazareth: ressuscitou e, daí, venceu a morte.
As batalhas que temos ainda que travar são os desafios com que a vida nos vai mimoseando e, dessas sim, sairemos vencedores se quisermos.
A sabedoria dos povos diz que cada um é o forjador do próprio destino.
Logo, apenas nos resta uma hipótese: vencer as batalhas. Contra cada hipotética derrota, teremos, de cada vez, uma hipótese de sobreviver: "ressuscitar" dessa derrota. E isso é possível, se quisermos, que a nossa vontade (manifestada já várias vezes) é a nossa potência.
02abril2006
Concordo plenamente com o co-autor deste blog quando diz que "há coisas que não podemos nem devemos esquecer", mas pergunto: mesmo sem esquecer e de pé atrás, não poderemos dar nós uma segunda chance? Às vezes conversar ajuda muito, às vezes há assuntos que ficam por esclarecer, às vezes as partes envolvidas não têm conhecimento de todos os factores. Penso que depois de esclarecidas todas as situações deve haver espaço para segundas oportunidades. Se numa segunda fase o desrespeito permanecer, aí sim, sou apologista do corte radical.


Saudações virtuais

sexta-feira, 31 de março de 2006


Há coisas que não podemos
nem devemos esquecer.

(Não sei por que motivo, mas a imagem tem como título "memória"; foi encontrada na Web)


Já comprei o livro

O narrador acha que uma das personagens nunca leu um romance do Nobel português.
Estamos nos finais de 2005.

A- Tu, B, nunca leste um romance do Saramago.
B- Li o último.
A- Ah sim?! Então qual é o título?
B- ...Não me lembro, mas já o comprei.
A- Então de que é que trata? Qual é o tema desse romance?
B- ... ainda o não li.

quarta-feira, 29 de março de 2006

Viva o fundador do facilitismo no ensino em Portugal, o pai do “monstro":

“Mais sintomático ainda, é quando Cavaco Silva enuncia como programa do seu mandato aquilo que verdadeiramente é um programa de Governo. Quase nada de política externa ou de defesa - as únicas zonas onde ainda partilha constitucionalmente algum poder com o Governo; e nada sobre a qualidade da democracia e os direitos de cidadania, que lhe cabe vigiar. Em vez disso, a reforma da justiça, do ensino e qualificação profissional e do financiamento da segurança social. Tudo, curiosamente, não apenas matérias da estrita competência do Governo, mas também matérias, que era suposto terem sido resolvidas com as célebres "reformas da década", que ele anunciou ter feito e, como se vê, não fez.
De facto - e aí reside o essencial da minha crítica ao "cavaquismo" - Cavaco Silva teve dez anos privilegiados para governar e fazer as reformas de que o país precisava e gastou-os a fazer estradas, hospitais e pouco mais. Deixou a justiça em roda livre, aumentou o "monstro" da Administração Pública sem a reformar, deixou a educação entregue aos sindicatos e as verbas para formação do Fundo Social Europeu entregues a vigaristas sem escrúpulos, e a Segurança Social na ante-véspera da falência. Tudo aquilo que ele agora anuncia ir exigir que este Governo faça e que ele não fez, quando tinha maioria absoluta, uma enxurrada de dinheiros europeus e uma situação económica internacional invejável, com juros baixos e energia barata” (escreveu Miguel Sousa Tavares, Expresso, 11 de Março de 2006).

Pai do "monstro"- Cadilhe disse.

terça-feira, 28 de março de 2006

D'Os Lusíadas I, 40,3 e 4:

"é fraqueza
desistir-se da cousa começada": e...
vivam os cobardes!

Ele foi eleito por Portugueses e desistiu do governo por ele começado, depois de prometer que governaria mais 4 anos:

" A presidência da Comissão Europeia foi uma espécie de sorte grande que saiu a Durão na melhor altura da sua carreira política. O desde ontem ex-líder do PSD abandona o Governo no rescaldo de umas eleições em que sofreu uma derrota clamorosa e num momento político em que evidenciava uma enorme incapacidade de fazer a remodelação alargada que há muito lhe era pedida.
Dois anos e poucos meses depois de ter entrado em funções o Governo estava paralisado, sem soluções para sair da crise, afundado no descontentamento popular, barricado na consolidação orçamental e apostado exclusivamente em cavalgar o sucesso do Euro 2004 e da selecção nacional. Durão Barroso dava já muitos sinais de não ter a energia necessária para sair do marasmo e estava prisioneiro da voracidade do aparelho partidário, já muito impaciente com a contenção imposta pela ministra das Finanças" (EDUARDO DÂMASO, Público, Sexta-feira, 02 de Julho de 2004 ).

Saudações webianas
Um dos três F's!

Hoje ouvi na rádio que Portugal vai parar logo à noite por causa do Benfica e, logo de seguida, que França está parada numa mega greve geral (à qual até a comunicação social aderiu) pela defesa de uma questão social e contra uma lei injusta e cruel. Pensei: assim se vê a diferença entre um país do terceiro mundo e um país evoluído e sério!

Queixas, realmente, por aqui não faltam! Mas e fazer alguma coisa? O medo ainda é palavra de ordem no meu país e eu tenho pena de ser portuguesa por isso mesmo!

Saudações virtuais
19 de Março de 2006, ao "Le Grand Juri/RTL/Le Figaro", o actual Presidente da Comissão Europeia disse: "Não foi Portugal que decidiu a guerra" (do Sr. Arbusto Júnior contra o Iraque). E onde está aqui a notícia, senhor ex-Primeiro Ministro de Portugal trânsfuga para a doce Europa?

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